TURMAS DOS CURSOS DE PSF E GERIATRIA DA FACULDADE VICTOR HUGO DISCUTEM POLÍTICAS DE SAÚDE E O TRATAMENTO DO IDOSO NO BRASIL – Faculdade Victor Hugo
Faculdade Victor Hugo
MENUMENU

    No último final de semana, de 10 a 12 de novembro, as turmas de Pós-Graduação da Faculdade Victor Hugo tiveram a oportunidade de estar com renomados profissionais de saúde do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que vieram abordar os temas Políticas de Saúde, com o Prof. Dr. Paulo Henrique Rodrigues, e Geriatria e Gerontologia, com a Prof. Dra. Karla Giacomin. Este foi o segundo módulo dos cursos, iniciados em outubro pela Faculdade Victor Hugo, com o apoio da Unimed Circuito das Águas.

Os alunos da especialização em Programa de Saúde da Família – PSF aprenderam sobre os sistemas de saúde existentes no mundo e, em especial, no Brasil, com o Professor Paulo Henrique Rodrigues, Mestre e Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O Professor é também Pós-Graduado em Desenvolvimento Internacional e Cooperação  pela  Universidade de Ottawa (Canadá) e  Coordenador  de cursos de pós-graduação  em Gestão Estratégica de Hospitais e Gestão de Saúde Pública da Fundação Getúlio Vargas (RJ), além de Professor do Mestrado em Saúde da Família da UNESA (RJ). Com vasta experiência internacional como membro de missão de assistência técnica  nesta área na Palestina, Angola, Líbano e inúmeros trabalhos publicados, Dr. Paulo Henrique foi também Assessor da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise da Saúde no Rio de Janeiro.

Durante o final de semana, ele ressaltou que o sistema de saúde adotado pelo Brasil, o SUS, segue a linha de países de primeiro mundo, apesar de ainda sofrer com uma gestão deficiente. Para o Professor, o Programa de Saúde da Família é o maior sucesso do SUS, pois já conta com 30 mil equipes em todo o país, atendendo a mais de 100 milhões de pessoas.

Paulo Henrique Rodrigues afirma também que a busca pela profissionalização no setor, através de cursos como o oferecido pela Faculdade Victor Hugo, é um sinal de mudança de mentalidade dos gestores e profissionais de saúde, que buscam soluções para os problemas enfrentados no Brasil.

Para a Nutricionista Adriana Maria da Silva, que trabalha atualmente na merenda escolar e no hospital de Conceição do Rio Verde, a oportunidade de se especializar em PSF representa uma possibilidade de crescimento profissional. Segundo Adriana, mesmo não trabalhando diretamente com o PSF, é possível aplicar os conhecimentos do curso em outras áreas, como, por exemplo, num hospital.

Na saúde privada, o Professor destacou o papel da Unimed, como maior Plano de Saúde do Brasil, que saiu na vanguarda na questão da prevenção e promoção da saúde, a exemplo de países mais desenvolvidos, que há muito tempo se preocupam com a qualidade de vida de seus habitantes. “A Unimed de Belo Horizonte puxou isto e outras Unimeds do Brasil já estão seguindo esta linha, aqui na região inclusive, com a Unimed Circuito das Águas. Este processo é muito saudável, pois muda a ótica da doença para a saúde e procura tratar a pessoa para que não fique doente, ou se ficar, que seja uma situação menos grave, aumentando assim a qualidade de vida”, diz o Professor.

Outra questão importante no setor de saúde, que preocupa os profissionais da área, é o envelhecimento da população e a falta de preparo do setor para o tratamento adequado e digno do idoso. Este foi o tema da aula do curso de Geriatria e Gerontologia, ministrada pela Professora Karla Cristina Giacomin,Mestre em Saúde Pública pela UFMG, Especialista em Geriatria pela Universidade de Strasbourg (França), Especialista em Geriatria e Gerontologia pela  Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e Associação Médica Brasileira. Karla Giacomin é Coordenadora  de Atenção à Saúde do Idoso da Secretaria de Saúde de BH (PBH) e Médica Geriatra da Aurus Medicina Geriátrica e do Hospital Mater Dei (BH).

Segundo a Professora, o mais importante é que o setor de saúde não está preparado para lidar com o envelhecimento da população. Ela afirma que o setor sempre se preocupou com a mulher grávida e a criança, mas agora, os idosos começam a freqüentar mais o Posto de Saúde e demandar por atenção. A maior preocupação, segundo Karla, é o cuidado para o idoso não ficar dependente, para que ele envelheça com autonomia, dono de suas ações, suas decisões, completamente capaz de lidar com sua vida pessoal e a vida em comunidade. “Esta é a meta do bom cuidado e atenção ao idoso. A Geriatria traz a proposta não de tratar de doenças, mas tratar da capacidade do indivíduo de funcionar, para o seu auto-cuidado e a vida na comunidade”.

A questão exige mesmo atenção, pois a população da terceira idade vem crescendo e os “novos velhos” estão chegando, como diz a professora. Segundo ela, entre os velhos de hoje, 30 a 40% não estudaram e tiveram muito pouco recurso e acesso à educação e à saúde de qualidade, mas a nova geração de idosos é mais ativa e eles são mais interessados e inteligentes, no sentido de estar aproveitando as oportunidades. “Eu acredito que com o passar do tempo, com o nosso envelhecimento, a gente vai estar ocupando maior espaço, fazendo melhor, saindo mais da toca, e precisamos estar mais preparados para lidar com esta população”, afirma Karla Giacomin.

A grande procura pelo curso de Geriatria e Gerontologia da Faculdade Victor Hugo prova que os profissionais estão preocupados em se capacitar para esta mudança. Médicos, enfermeiros, psicólogos, educadores físicos, assistentes sociais e até profissionais da Hotelaria compõem a turma. Eles buscam um diferencial importante no tratamento ao idoso: a possibilidade de oferecer atenção integral à saúde física, psíquica e social do indivíduo, para que ele se sinta independente e capaz, envelhecendo com qualidade de vida para viver as dificuldades que todos nós iremos ter.

“A aula nos fez repensar em tudo o que já aprendemos e aplicamos até hoje, mostrando a necessidade de mudança de conduta dentro da nossa profissão”, diz a Psicóloga e aluna de Geriatria, Julita de Lima.

Para o Dr. Edson Nabak, médico e também aluno, esta nova visão é bem diferente da prática diária. “Estamos aprendendo como envelhecer e como transmitir isto aos nossos clientes”, diz o médico, que espera já estar, a partir de agora, um pouco mais capacitado para tratar o idoso.

 

Artigos recentes