Profissional de pedagogia organiza métodos de aprendizagem para alunos de todas as idades
Faculdade Victor Hugo
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Profissional de pedagogia organiza métodos de aprendizagem para alunos de todas as idades

O profissional da educação é personagem de uma série de reportagens do Portal do MEC. Nesta matéria, são abordadas as especificidades da carreira do pedagogo, que cria instrumentos para a qualificação do indivíduo.

Seja durante a infância, dentro ou fora da escola, na juventude ou na vida adulta, é improvável que não tenhamos encontrado um pedagogo em nossa trajetória. O licenciado em pedagogia é o profissional responsável pela formação educacional de crianças na educação infantil, nos anos iniciais do ensino fundamental e também de jovens e adultos em outras etapas do desenvolvimento educacional.

Pedagogos podem atuar no mercado como professores, pesquisadores e gestores de creches e escolas. Segundo o Censo da Educação Superior de 2016, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação, dentre os cursos de licenciatura em universidades públicas, 44,4% dos alunos estão matriculados no curso de pedagogia.

Infância – É o pedagogo quem organiza e estuda métodos que permitam facilitar o processo de aprendizagem em qualquer idade, mas é a infância a melhor época para aprender. Em Brasília, Judit Rodrigues, 50, desenvolve trabalhos educacionais com crianças do último ano da educação infantil de uma creche e pré-escola privada.

Seu projeto prevê que o mês de setembro é dedicado ao estudo e ao conhecimento das características do folclore brasileiro pelos pequenos com até 4 anos de idade. “Baseado nas regiões do Brasil com suas lendas, cultura, comidas típicas, danças, artesanato e vestimentas, aproveitamos para falar sobre a nossa realidade e fazer com que a criança reflita”, explica a pedagoga.

Para além dos formatos pedagógicos tradicionais, Judit não usa a famosa mesa do mestre – simplesmente passeia entre os grupinhos formados pelos alunos, acompanhando de perto as impressões e reações a cada nova descoberta. “Uma criança tem defeitos e qualidades. Juntos poderemos trocar conhecimentos, pois quando ensino, sempre aprendo”, relata Judit, acrescentando que os laços construídos nos períodos de vivência só são interrompidos quando as crianças se formam e vão estudar em outras séries e instituições. “O coração fica apertado.”

Futuro – Mesmo para quem começou a carreira há pouco tempo, a profissão pode reservar momentos marcantes e inspirar um futuro promissor. Há cinco anos, Eloá Cristina Cardoso, 27, se formou em pedagogia e decidiu trabalhar com educação infantil na rede pública de ensino.

Atualmente ela desenvolve um trabalho pedagógico com 22 crianças com idades entre 4 e 5 anos, estudantes da escola municipal Governador Mário Covas Junior, em Jumirim, região metropolitana de Sorocaba, no interior de São Paulo. “No início da minha carreira, quando o único trabalho que conseguia, mesmo sendo formada, era como auxiliar de classe ou em berçário, presenciei um bebê aprendendo a andar. Sua mãe não viu os primeiros passos do filho, quem o auxiliou nesses passos fui eu, foi algo encantador”, lembra.

Esses momentos vivenciados por Eloá confirmam a satisfação que ela tem por ter escolhido ser pedagoga. Agora ela busca a efetivação na rede pública de ensino por meio de concurso público. “Faço todos os concursos que aparecem em torno de 70 km da minha cidade. Quero continuar trabalhando com educação infantil, é uma grande satisfação para mim, é algo mágico!”

Apoio – O Ministério da Educação oferece programas de formação continuada aos profissionais da educação em todo o país. O objetivo é qualificar professores, pedagogos e gestores da educação no intuito de aumentar a qualidade da educação de crianças, jovens e adultos.

Para atender as demandas de formação de profissionais da educação infantil explicitadas nos Planos de Ações Articuladas (PAR), vêm sendo pactuadas pelo MEC, desde 2014, 5.667 vagas no curso de extensão e especialização em educação infantil, que, com carga horária entre 180 e 360 horas, já capacitou até aqui 2.981 profissionais em todo o país, especialmente pedagogos, com investimentos do MEC no valor de R$ 8.159.267.

Outra ação é o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), que, em parceria com estados e municípios, tem o objetivo de formar em nível de aperfeiçoamento todos os pedagogos que atuam como professores no ciclo de alfabetização, incluindo aqueles que trabalham nas turmas multisseriadas e multietapa.

Só em 2016, via Pnaic, 282.691 professores concluíram a capacitação que está em andamento, de um total de 540.729 vagas. O MEC investiu R$ 24.101.098. Em 2017, as vagas mais que dobraram em relação ao ano passado. São 1.193.880 novas vagas, com o custeio previsto de R$ 21.864.933.

Também em 2017 o Pnaic passou a estender as vagas de capacitação para professores da pré-escola, coordenadores pedagógicos da educação infantil e mediadores de aprendizagem do Programa Novo Mais Educação.

Assessoria de Comunicação Social

Fonte: MEC

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