PROFISSIONAIS BUSCAM CONHECIMENTO ESPECIALIZADO EM PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE VICTOR HUGO E DO GRUPO PRISMA COM APOIO DA UNIMED CIRCUITO DAS ÁGUAS – Faculdade Victor Hugo
Faculdade Victor Hugo
MENUMENU

     O final de semana entre 19 e 21 de janeiro marcou mais uma etapa de sucesso nos cursos de pós-graduação da Faculdade Victor Hugo em São Lourenço e do Grupo Prisma, que contam com o apoio da Unimed Circuito das Águas. Tanto os alunos de Geriatria e Gerontologia quanto os do curso de PSF garantiram ter suas expectativas superadas ao final do quarto módulo.
No curso de Geriatria e Gerontologia, o tema Idoso e Cidadania foi abordado pela professora Mônica de Assis, que é graduada em Serviço Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e tem especialização em Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), mestrado em Saúde Coletiva (Instituto de Medicina Social/UERJ) e doutorado em Saúde Pública (ENSP/ Fiocruz). Atualmente, Mônica de Assis é técnica da Divisão de Atenção Oncológica da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer do Instituto Nacional do Câncer (Ministério da Saúde) e
Coordenadora e Docente do módulo de Prevenção de Doenças e Promoção da Saúde do curso de especialização em Geriatria e Gerontologia da  UERJ. Ela atua ainda na área de Saúde Coletiva, além de ter inúmeros artigos científicos e trabalhos publicados.
No módulo Idoso e Cidadania, foram discutidas as atuais necessidades dos idosos e o contraste disso na realidade social, o que, segundo a Professora Mônica, é muito difícil, em vista do que está preconizado em relação aos direitos dos idosos na política nacional há mais de uma década. Um dos objetivos do curso, segundo Mônica de Assis é mostrar como essa construção tem acontecido historicamente e como se pode contribuir para que certas ações avancem e mudem a realidade atual, que é de desproteção social, insegurança, declínio da saúde, pouco suporte às políticas sociais. “O leque de questões do envelhecimento é amplo e a gente tem já apontado o que fazer. Precisamos é fazer isso acontecer, pois não falta a legislação ou a garantia legal dos direitos do idoso, mas sim a efetivação desses direitos”, afirma a Professora.

Para o Coordenador do Curso de Geriatria, Assuero Luiz Saldanha, o envelhecimento no país tem sido muito rápido e não há número de profissionais suficiente para dar conta desta demanda. Daí a necessidade de ampliar a formação de profissionais qualificados em cursos como este da Faculdade Victor Hugo.

     “O curso é excelente, o nível dos professores é muito acima do esperado, não só pelos títulos e formação, mas pela capacidade de passar o conhecimento. Estou encantada, maravilhada!”, afirma a médica Tânia Maria Roriz de Souza, deSão Lourenço. Ela disse esperar até que a Victor Hugo continue trazendo novos cursos para a região.


Dr. Wilton José Negreiros também agarrou a oportunidade. “A Geriatria é uma área que eu tinha muito interesse em me especializar, só não tinha feito antes pela não disponibilidade na região, até esta oportunidade. O curso tem superado minhas expectativas pelo nível dos módulos, os temas abordados, o nível dos professores, a organização, apesar de ser o primeiro curso, já vem com um amadurecimento muito bom por parte da direção”, garantiu o médico.

     O sentimento de superação de expectativas se repete no curso de especialização em PSF – Programa de Saúde da Família. No módulo de janeiro, o tema foi o Processo Saúde-Doença, abordado pela Professora Josete Masini Sampaio, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, com título de Especialista em Medicina de Família e Comunidade pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.
O módulo apresentou os conceitos de saúde e doença e a visão do indivíduo como um todo. “Nós trabalhamos o sofrimento do indivíduo, que pode ser uma doença clinicamente detectável ou não. Esse indivíduo sofre, mas não sofre sozinho. Ele está dentro de um contexto familiar e comunitário. Se você não conhecer a dinâmica da família dele e o contexto comunitário, você não consegue ajudar esse individuo a resolver o problema de sofrimento dele”, diz a Professora.      Outra questão abordada é a mudança de paradigma da consulta, que, segundo Josete Sampaio, não pode ser mais centrada no órgão doente e sim no indivíduo.      Ela afirma que até as escolas de saúde já estão mudando seus currículos para atender esta tendência e o MEC está monitorando inclusive a abertura de novas escolas. “Aquelas que não têm o currículo com esta abordagem não podem ser abertas. Quem não acompanhar esta tendência está fora da Constituição Federal”.

A nova visão do trabalho em PSF foi muito bem recebida pelos alunos. “O curso está mudando nossos conceitos e ajudando a nos reorganizar no trabalho. Há dois anos eu trabalho no PSF e ainda não tinha essa visão que estou tendo agora”, disse Patrícia Ferreira, dentista do PSF de Minduri.

     Para o médico Luiz Alvin Ribeiro Passos, do PSF de Itamonte, o Programa de Médico de Família é uma atividade relativamente nova no país e a definição exata de qual é a função do médico de família ainda não está tão definida porque ainda não saíram os especialistas em Medicina de Família. “Nós formamos o primeiro grupo que está fazendo uma pós-graduação, procurando entender o que é realmente o objetivo do programa. Acho que quem está se especializando passa a ter um conhecimento melhor e a objetivar mais suas ações, tornando mais efetivo o seu trabalho, com um resultado melhor”, disse o Dr. Luiz, também aluno do curso.

     O que parece evidente é que o envelhecimento da população e o sucesso do Programa de Saúde da Família implantado pelo governo federal tem levado os profissionais a uma busca crescente por conhecimento. “As oportunidades de formação nessa área têm crescido, o que é um sinal muito positivo”, disse a professora Mônica de Assis. Com certeza, os alunos da Faculdade Victor Hugo saíram na frente para enfrentar esta nova realidade. Os maiores beneficiados, no entanto, são os cidadãos que serão atendidos por estes profissionais.

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