Os dinossauros estão apavorados – Faculdade Victor Hugo
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MENUMENU

Os dinossauros estão apavorados

Se o dinossauro mais rico do país está com medo, imagine como deveriam estar os outros?

Jorge Paulo Lemann, durante conferência anual do Instituto Milken, em Los Angeles,

Durante uma conferência em Los Angeles, Jorge Paulo Lemann foi questionado sobre como ele via inovação mesmo estando em indústrias tradicionais como alimentação e cerveja. Eu imaginei que ele responderia algo como “É natural e também estamos investindo, temos uma série de iniciativas e blá blá blá”. Essa é a resposta que a maioria dos empresários multibilionários daria. E é aí que o senhor Lemann prova que é diferente. O empresário de 78 anos começou falando sobre a vida dele. Em suas palavras: “Eu sou um dinossauro apavorado, especialmente depois dessa conferência. Eu assisti a um painel sobre alimentos ontem e eles só falaram sobre novos produtos e novas formas de produzir. Depois, fui a outro painel sobre inteligência artificial onde todo mundo falava muito sobre análise de dados e coisas assim?.

É isso Lemann. Está todo mundo com medo, os dinossauros então, estão apavorados. E sabe porque? Estamos em transição. Instabilidade e incerteza dão medo mesmo. Bora reconhecer e lidar com toda essa enxurrada de inovação e mudança. No passado, uma marca era tudo. Se você conquistasse o reconhecimento do mercado, era só investir para ganhar eficiência produtiva e sentar na cadeira para usufruir dos retornos em mais ações de marketing. Mudou, tá!? O mundo aconchegante do Lemann ?de marcas antigas e volumes grandes, em que nada mudava drasticamente” e no qual “você podia apenas focar em ser mais eficiente e tudo ficava bem? (nas palavras dele), deu lugar ao mundo exponencial, digital e descentralizado.

O pulo do gato, digo, do dinossauro, está em reconhecer. Isso faz dele um dinossauro diferente, que tem mais chances de sobreviver, pois reconheceu o medo, encarou, reconheceu a incapacidade. Está correndo atrás com testes e experimentos e não tenta ser o dono da verdade. O empresário confessou “estamos correndo para fazer ajustes?, já que, por muito tempo, as suas marcas estavam “presas às mesmas formas de fazer as coisas”. Temos a Zx Ventures, por exemplo – a divisão da Ambev para errar mais barato, usando o nome bonito de ?obter a agilidade de uma startup?. “A missão da Zx é lidar com essas rupturas é ?disrupt? nós mesmos. Contratamos gente nova, de todos os tipos: gente mais jovem, gente mais voltada para o digital, mais voltada para dados, e queremos que esse seja um modelo que a gente possa replicar nas nossas outras empresas. Estamos lutando.”

E quando já tínhamos achado que ele tinha destilado toda a sua esperteza e nos dado uma lição daquelas, veio a cereja do bolo:

– Pergunta: “Sr. Leman você e seus colegas serão capazes de tocar mudanças tão inovadoras, se essa não é a especialidade de vocês?”

– Resposta: “Eu tive várias carreiras na minha vida. Fui jogador de tênis, um cara de finanças, eu tenho sempre me adaptado. Tenho 78 anos, mas estou pronto e eu estou lutando. Eu não vou deitar e me fingir de morto.”

Obrigada Lemann por seguir nos ensinando! Fingir de morto e esperar passar não é mais uma solução. A máxima “eu não vou estar vivo para ver” talvez seja verdade se você pretende morrer nos próximos 3 meses.

 

Fonte: Época Negócios

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