Google for Education consolida uso de recursos on-line no ensino superior – Faculdade Victor Hugo
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Google for Education consolida uso de recursos on-line no ensino superior

Vertente educativa da empresa propõe soluções na comunicação entre aluno e professores. Metade dos estados brasileiros tem universidades que utilizam os recursos

Mais do que colocar a tecnologia à disposição do ensino, elas inserem também uma filosofia de docência que enxerga o protagonismo do aluno.

Novas perspectivas de aprendizagem que inserem ferramentas on-line em sala de aula têm chegado ao ensino superior com força e abrangência. Mais do que colocar a tecnologia à disposição do ensino, elas inserem também uma filosofia de docência que enxerga o protagonismo do aluno. É o que o Google for Education, braço educativo do Google, vem buscando junto a centenas de instituições públicas e privadas de todo o país.

As soluções de educação da multinacional oferecem pacote de serviços gratuitos que pretende facilitar a dinâmica entre docentes e discentes. As duas vias principais, G Suite for Education, (voltado para a interação contínua, mesmo a distância) e Chromebooks(pensado para a sala de aula), são ferramentas que privilegiam a mobilidade e se complementam. “A tecnologia simples do Google for Education possibilita aos educadores manter o aprendizado personalizado, garantindo melhor desempenho de suas turmas. Já os alunos se beneficiam com a facilidade da plataforma e ganham mais tempo para aprendizagem”, afirma Rodrigo Vale, representante do Google nas universidades brasileiras.

Milhões de pessoas usam plataforma ao redor do mundo

Hoje, a plataforma é utilizada por mais de 80 milhões de estudantes e educadores em 186 países e, no Brasil, está presente em metade dos estados. O Google Sala de Aula, uma vertente do G Suite, atinge 20 milhões de professores globalmente. “Esse aplicativo simplifica as tarefas, aumenta a colaboração e promove a comunicação contínua ao possibilitar que educadores criem turmas, distribuam tarefas e enviem o feedback dos trabalhos em um único lugar”, explica Rodrigo Vale. “Já os alunos têm a possibilidade de trabalhar em suas lições com mobilidade, uma vez que o Sala de Aula pode ser acessado via smartphone, desktop, tablet ou notebook.”

O representante do Google esteve em Brasília nesta quarta-feira (8) para palestra no Centro de Ensino Unificado de Brasília (Ceub), principal polo de aplicação do Google for Education na região. No semestre passado, todos os professores da instituição iniciaram módulos de capacitação para uso das ferramentas on-line. Além disso, o UniCeub propõe a colaboração direta de 65 universitários voluntários, que auxiliam os professores e trocam experiências. “Nosso projeto tem como objetivo a capacitação de todo o corpo docente. Dentro da nova concepção de globalização, esses agentes precisam colaborar no desenvolvimento de habilidades dentro e fora de sala de aula”, afirma Carlos Alberto Cruz, diretor acadêmico do UniCeub.

Abertura de docentes e discentes empolga instituições

Na fala dele no UniCeub, voltada para os calouros de direito, Rodrigo Vale mostrou-se otimista à abertura dada pelas instituições, que devem entender novas plataformas disponíveis como ferramentas complementares e não como um inimigo. Mesmo com toda a tecnologia à disposição das novas gerações, o vetor fundamental do ensino continua sendo o professor. “É ele que causa a transformação real, que chegará até o universitário. Do ponto de vista pedagógico, as universidades têm buscado metodologias ativas para tornar seu aluno mais protagonista no processo de aprendizagem.”

De acordo com Rodrigo Vale, o mercado de trabalho está de olho não só no profissional que sai do ensino superior com conhecimento tecnológico, mas também que o aplica de modo atuante. “Do ponto de vista profissional, as empresas cada vez mais buscam profissionais capazes de serem proativos, dinâmicos e que construam soluções em equipe. Em outras palavras, as organizações procuram pessoas que saibam trabalhar de forma colaborativa.”

Caloura de direito, Beatriz Elídia, 17 anos, vê com bons olhos a introdução à tecnologia logo na sua chegada ao ensino superior. “É um trabalho que pode ser revolucionário na tentativa de mudar a forma como estudamos e adquirimos conhecimento. Ao longo do curso de cinco anos, espero mudanças de perspectiva.”

Victor Minervino Quintiere, professor de direito penal do UniCeub, separa o uso que tem feito do Google for Education em duas vias. “Nas disciplinas de graduação, tenho utilizado o Classroom para postagem de tarefas e formulários a serem preenchidos, para ter um feedback maior e mais ágil do nível de aprendizado dele. Além disso, há a facilidade do compartilhamento de documentos via drive, de onde quer que eu ou os alunos estejamos”, diz. Na orientação de trabalhos de conclusão de curso, as ferramentas auxiliam a encurtar espaço e otimizar tempo. “Nas monografias e projetos, costumo usar, além do drive, hangouts dentro da plataforma, o que permite contato ágil com o orientando e evita o deslocamento de quem mora longe para vir até aqui receber orientações que podem ser feitas em vídeo, a distância.”

Protagonismo dos alunos é fundamental

Nada substitui o encontro presencial, é claro, nem exclui a necessidade de proatividade dos estudantes. Sem eles, nada feito, garante o professor Martin Adamec, que leciona ciência política, história e cultura jurídica no UniCeub. Para ele, causa espanto ver que muitos alunos, mesmo tendo toda a intimidade com a tecnologia, nem sempre mantêm o foco e objetividade quando é hora de usá-la para “falar sério”. “Por um lado, temos uma geração inteira ligada a isso. Por outro, fico surpreso como eles constantemente não sabem aplicá-la nos estudos. Dou aula para o primeiro e segundo semestre da graduação em direito e vejo que a relação deles com os dispositivos é dispersiva”, aponta.

“Quando é para utilizar de alguma maneira de que eles não estão acostumados, sofrem as mesmas dificuldades dos professores mais velhos. Eles alegam dificuldade para entrar no classroom, e-mail e outras ferramentas que eu presumia serem de entendimento natural para essa geração”, diz Adamec. Estudante de direito, Estela Plácido, 17, acredita que a mudança e protagonismo do aluno virá gradativamente. “Hoje, muita informação está disponível na internet e o Google For Education pode ser uma das formas de chegar a ele de modo mais sério. Vai mudar aos poucos.”

Ferramentas on-line mudam tradições

De todo modo, por agora, Martin Adamec enxerga mudanças significativas na postara dos professores de direito, área de conhecimento naturalmente avessa às inovações. “O direito é uma área tradicionalista. Temos sentido dificuldades entre os docentes, pois há uma percepção imediatista muito negativa. Aquilo de reclamar que ‘ninguém mais tira o olho do whatsapp, redes sociais, etc’. Nesse primeiro semestre de aplicação, vejo meus colegas mais antigos mudando aos poucos a mentalidade”, afirma.

Ele conta que a natureza maçante das disciplinas que ministra pode ser amenizada pela dinâmica do mundo on-line. “Uso-as para passar tarefas de casa, pedir leituras e exigir fichamentos. Faço questão de associar a história à cultura popular, deixando claro ao estudante que não é um conteúdo alheio à vida deles, e lanço questionários semanais com questões”, exemplifica.

Fonte: Correio Braziliense

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