Felicidade e engajamento dá lucro? Sobre como ter equipes de alto desempenho – Faculdade Victor Hugo
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Felicidade e engajamento dá lucro? Sobre como ter equipes de alto desempenho

Como construir uma equipe de alto desempenho?

Todos nós sabemos que uma equipe ou pessoa de sucesso é aquela que entrega resultados consistentes: colaborativas e felizes, buscam sempre fazer mais com menos levando a empresa a um crescimento contínuo e sustentável.

O que é vital em um mercado cada vez mais competitivo e desafiador, onde, visando alcançar uma posição dominante, as empresas competem em âmbito global pelos mesmos clientes em uma luta de competência e inteligência: competência para produzir e entregar no menor custo, prazo e qualidade esperada, e, inteligência para se manter relevante e em crescimento.

Nessa corrida, nem precisa ser gênio para compreender que as pessoas são as grandes protagonistas desta equação — gente que trabalha engajada, com senso de dono e que estão felizes com o que fazem entregarão os resultados que seu negócio precisa para estar no topo.

Você vai querer ter uma equipe assim, salvo se for uma daquelas mega companhias que está sentada sobre petróleo, aí, faz pouca diferença se 30% do time entregam o resultado e 70% não. Vai entrar dinheiro pra caramba e acabará por maquiar a ineficiência. Afinal, é petróleo cara.

Agora, se sua empresa tem orçamento enxuto, foco em redução de custos e uma necessidade de melhorar as vendas e entregas: ter uma equipe de alto desempenho é questão de sobrevivência.

Mas, como construir uma equipe de alto desempenho?

Bacana que perguntou! Vejo que você não está sentado sobre petróleo…

Pesquisas mostram que sete em cada dez funcionários estão pouco ou nada engajados com seus trabalhos, logo, não aplicam o seu máximo nas tarefas. O que resulta em perda que gira em torno de $450-500 bilhões por ano em produtividade.

Outros estudos dão conta que a insatisfação com a supervisão ou chefia direta, acomete cerca de 80% dos profissionais, refletindo diretamente em desmotivação e baixa produtividade.

Os dados ainda dizem que 46% dos contratados saem ou são demitidos nos primeiros 18 meses no novo emprego e, 89% destes, pedem a conta por não se “encaixarem” na cultura, e, os custos com toda essa rotatividade podem ser de até 300% do salário base do funcionário demitido.

Por outro lado, equipes mais felizes, engajadas com a cultura e satisfeitas com a supervisão performam 30% melhor que os insatisfeitos e podem levar empresas a ultrapassar seus competidores em até 202%. Além de ter probabilidade 87% menor de trocarem de empresa.

Não deve restar mais dúvidas de que felicidade e engajamento dão lucro correto?! Talvez o que você não saiba é como fazer pra proporcionar esse ambiente para sua equipe.

Leia até o fim e aprenda três coisas sobre desenvolver equipes de alto desempenho…

ESSAS 03 DICAS TE AJUDARÃO A CONSTRUIR/MANTER UMA EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE

1 – Informação e Fofocas
No último mês Elon Musk tuitou que estava cogitando pagar US$420 por ação para tornar a Tesla privada outra vez. Essa provocação resultou em alta das ações em 6,5% de um dia para o outro. O Facebook, em um efeito contrário, teve queda de até 6,5% em seu valor de mercado após notícia de anúncio de investigação nos EUA sobre o uso de dados de usuários.

O que isso pode nos ensinar sobre o poder da informação?

Notícias, informações, fofocas ou percepções erradas, sejam oriundas de fontes externas ou internas, podem causar problemas irreversíveis para uma organização. Empresas perdem mercado, desaceleram e podem até quebrar.

Desemprego nas alturas, demissões na própria empresa, reuniões de emergência para falar dos resultados ruins, fofocas sobre mudança de cultura ou gestão, aumentam a insegurança acabando assim com o desempenho de equipes, embotando a produtividade, criatividade e prejudicando até mesmo a retenção de talentos.

As pessoas tendem a gastar mais tempo desenvolvendo estratégias para se precaver do que trabalhando e produzindo resultados.
A liderança deve agir rápido. O melhor é não deixar chegar neste estágio, mas se chegou: sebo nas canelas…

Treine os líderes e estabeleça um canal de comunicação direto entre chefia e subordinado. Faça com que a comunicação seja fluida, clara e com feedbacks concisos. É papel da empresa gerenciar e garantir que o medo não se instaure.

Mostre para a equipe um caminho seguro com oportunidades, falando com as pessoas e garantindo que todas saibam o que realmente está acontecendo. Deixe bem claras as expectativas e ofereça segurança para que o time saiba o que fazer, quando fazer e de que modo fazer.

Comunicação é uma ferramenta vital para qualquer negócio. Aprenda a usá-la, mas, mais importante que isso: use-a no tempo e intensidade assertiva.

Feedbacks contínuos, cafés com o presidente, reuniões de alinhamento, e-mail informativos e etc. São exemplos de comunicação que trazem tranquilidade para que a equipe desenvolva suas tarefas sem preocupações com o futuro.

2 – Cultura organizacional x Clima organizacional
O conjunto de valores, crenças, rituais e normas adotadas por uma organização é o que determina sua cultura. Esse conjunto de regras em grande parte das vezes são bem parecidas com outras empresas — algumas com maior inclinação para um ou outro ponto, mas semelhantes.

As práticas, hábitos, comportamentos e valores de uma organização não intimida o novo profissional diretamente. A grande dificuldade de adaptação se dá no tocante ao clima organizacional, que nada mais é que tudo aquilo que envolve a rotina de uma empresa como suas diretrizes para guiar o comportamento e mentalidade de seus membros.

A cultura é importante e tem que existir. É o clima, que está ligado a forma como as pessoas interpretam a cultura, misturando-as as suas crenças e vivendo-a no dia a dia, que geralmente assusta quem chega.

Os novos profissionais são integrados e recebem o primeiro approach sobre a cultura da empresa, porém, no dia a dia, nas relações, o clima organizacional acaba minando tudo o que ele ouviu. É que se chama de DSP – Doença Profissionalmente Transmissível.

Fofocas e descontentamento — pessoas falando mau do salário, refeição, departamentos, chefes, projetos e etc. As empresas estão cheias de gente assim. Falamos no item um (1) sobre como acabar com isso, se não entendeu, volte e leia de novo.

É necessário reforçar a cultura e garantir um ambiente leve, amigável e feliz.
Um estudo da Universidade de Oxford reforçou que um ambiente de trabalho bem humorado ajuda a obter melhores resultados. Quando as pessoas riem em ambientes sociais, constataram os autores, registra-se um aumento da endorfina no cérebro, criando uma sensação agradável e prazerosa que aumenta a segurança e a confiança.

Melhorar a atmosfera corporativa é comprovadamente responsável direta pela melhora de produtividade. Chega de cara fechada e gestão pelo medo, coloque um sorriso no rosto e mostre sua humanidade.

3 – Mais Liderança, menos Chefia
As organizações vêm evoluindo, sobretudo em termos estruturais e tecnológicos. Neste contexto, a Liderança passa a ser a chave para o sucesso organizacional. Nessa nova cultura rápida e informativa, na qual se privilegia o capital intelectual, as pessoas são o grande diferencial competitivo das organizações.

Apesar de toda mudança presente neste mundo moderno, tem muito chefe matando a produtividade e carreira de equipe. Essa coisa de chefe x líder já se tornou um clichê, mas, só é clichê porque tem relevância não é mesmo?!

Há líderes que adotam um método de comando baseado no medo, um modelo antigo de gestão. Chefes lideravam assim em mil “novecentosedinossauros. Na era paleozoica talvez fosse possível, porém na era moderna não rola.

O Papel dos líderes é criar um ambiente em que as pessoas se sintam livres para experimentar, exprimir-se com franqueza, tentar novas coisas. Ainda mais importante, é seu papel construir o espaço, remover obstáculos e permitir que os empregados façam o seu trabalho.

Libertar os talentos de cada pessoa para benefício delas próprias e da empresa como um todo deve estar na agenda dos líderes (HARRIS).

A vida de um líder deve ser dividida entre pendências e tendências: em 50% do tempo ele se dedica as demandas/problemas e os outros 50% olha para mercado: comportamento, inovação, beachmark, tecnologia. Essa agenda garantirá que o líder consiga atender o volume de trabalho e fique bem informado sobre mudanças e novidades.

Um líder excelente é aquele que leva a equipe aos melhores resultados e, enquanto chega lá, no caminho: desenvolve, encanta, engaja.
Um adendo importante: Não existe bons líderes sem resultado. Por trás de uma equipe de baixa performance tem sempre um líder fraco, ruim de comunicação, que apenas acha que sabe o que está fazendo.

Seu time somente atingirá alta performance de verdade se cada membro tiver entendimento do necessário e clareza de qual é o seu papel na empresa. Comunique, reforce a cultura e lidere!

Fonte: LinkedIn

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