Faculdade Victor Hugo e Instituto SuperAÇÃO – Faculdade Victor Hugo
Faculdade Victor Hugo

O Instituto SuperAÇÃO é uma organização não governamental sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável do País. Sediado na bacia do Rio Verde, realiza projetos que visam recuperar e proteger estas áreas. Próxima às nascentes desse rio, no bairro do Jardim, se encontra a E. M. Ana Carlos da Silva, parceira do Instituto desde 2014 em projetos de inovação na educação. Nesse ano letivo de 2017 os estudantes aprenderam ciências e geografia fora da sala de aula, no “Espaço Verde” do Instituto, distante 2 km da escola.

Profª Joana Costa e aluna Joana Mattos

A matriz curricular é trabalhada por meio de roteiros de estudo, favorecendo a autonomia, a personalização e o protagonismo do estudante. A autoavaliação é diária com respeito a valores: responsabilidade, solidariedade, respeito, afetividade e criatividade. Nas assembleias as crianças aprendem a ter voz ativa e todos aprendem juntos a negociar e tomar decisões coletivas. A estudante do curso de pedagogia da Faculdade Victor Hugo, Joana Mattos vem acompanhando o trabalho e pretende, como objeto de estudo, registrar as vozes das famílias dos estudantes da Escola Ana Carlos que se formam agora no quinto ano.

O inicio do projeto se deu com a transformação do quintal da escola pela agroecologia, um trabalho baseado nas relações – entre as pessoas, entre as plantas, entre plantas e pessoas. As atividades envolviam musica, caminhadas e outras, acompanhando sempre a ação de planejar e plantar no quintal da escola. Os plantios se estenderam para fora da escola, criando relações com sua vizinhança e entre crianças e seus familiares. A estudante do Curso de Pedagogia da Faculdade Victor Hugo e bolsista da FAPEMIG Renata Vieira acompanhou o projeto em 2014, refletindo sobre ele no seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que foi apresentado também na escola Ana Carlos. Pode-se afirmar que nessa ocasião foi a primeira vez que a escola ouviu falar na inovação da educação e no movimento precedido pela Escola da Ponte.

No final de 2015 a escola recebeu a visita do Prof. José Pacheco (pedagogo, educador nascido na Cidade do Porto em Portugal e um grande dinamizador da Gestão Democrática na Educação com a Escola da Ponte). Em 2016 o Instituto SuperAÇÃO e também a Escola Ana Carlos entraram para o mapa da inovação e criatividade na educação básica, e podem ser vistos no site: www.criatividade.mec.gov.br.

O amadurecimento do trabalho está ligado à criação de um espaço para os educadores interagirem, questionarem e conhecerem soluções que estão sendo criadas pelo mundo afora em resposta aos desafios da educação no século XXI. Com oficinas e viagens, além do coaching de rede da “Gente em Flor”, o Instituto promoveu ciclos de estudos em inovação, de 2015 a 2017. A parceria com a rede municipal de Itanhandu e Itamonte garantiu a participação de educadores dos dois municípios nos encontros promovidos pelo Instituto, recebendo palestrantes como a diretora da E. M. Des. Amorim Lima, Ana Elisa, que veio até o Espaço Verde esse ano para compartilhar sucessos e desafios na trajetória dessa escola paulista que é hoje uma referencia em inovação.

A inovação na educação básica é reconhecida através de cinco parâmetros. A GESTÃO implica na corresponsabilização pelo projeto pedagógico, envolve assembleias e comissões de responsabilidades, aumentando a autonomia dos estudantes e a participação não apenas destes, mas de pais, funcionários e comunidade. A inovação está presente no CURRÍCULO na medida em que reconhece o ser humano integral; incorpora a sustentabilidade como projeto pedagógico; e abraça a produção de conhecimento e cultura não apenas como expressão da realidade local, mas com finalidade transformadora do meio onde se vive. A inovação na METODOLOGIA compreende o protagonismo do estudante, a personalização (reconhecimento das diferenças) e o trabalho por meio de projetos. A inovação se expressa no AMBIENTE, para favorecer a interação da comunidade escolar e estender o processo educativo para fora de sala, para a comunidade circundante, favorecendo a construção conjunta e significativa de conhecimento. Por fim, a INTERSETORIALIDADE é a rede institucional que precisa apoiar a escola, considerando o direito à educação como indissociável dos demais direitos da criança.

 

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