CRIATIVIDADE ENCONTRA A AULA DE FÍSICA – Faculdade Victor Hugo
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CRIATIVIDADE ENCONTRA A AULA DE FÍSICA

Instituto Perimeter, do Canadá, mostra a professores brasileiros como aproximar a física do cotidiano dos alunos.

Dentro da filosofia do Perimeter, o ensino de física vai além da aproximação com a prática.

Ir além das fórmulas e promover uma aula de física de maneira criativa no ensino médio é possível mesmo que os alunos enfrentam dificuldade com a matemática. Em passagem pelo Brasil para a realização de oficinas, Greg Dick e Dave Fish, representantes do Perimeter Institute, do Canadá, apresentaram a professores brasileiros temas como buracos negros e física de partículas, que geralmente ficam fora do currículo tradicional, mas que podem despertar o interesse dos alunos pela ciência.

Em sua terceira visita ao Brasil, os educadores do instituto de física teórica já se mostram cientes dos problemas enfrentados pelos professores brasileiros e da corrida contra o tempo para dar conta de todas as unidades do livro didático antes que os alunos voltem a atenção para o vestibular. “Em todos os países existe o problema do vestibular e do currículo extenso. O que buscamos mostrar é que, de certa forma, o professor já ensina tópicos de ciência moderna, como é o caso de movimento circular. Com apenas uma aula a mais, ele pode ampliar seu alcance para matéria escura”.

O novo repertório e o contato com atividades mão na massa foram oferecidos durante um curso para 54 professores no final de setembro, no Instituto Sul-Americano de Pesquisa Fundamental, localizado no campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) na capital paulista, realizado em parceria com o Instituto Serrapilheira do Rio de Janeiro (RJ).

Física acessível a todos

Como parte da resistência dos alunos em relação à física decorre de dificuldades com a matemática, as atividades do Perimeter buscam explorar o lado imaginativo da ciência. “Tentamos falar de matéria escura e mecânica quântica sem mostrar nenhuma equação”, afirma Dick. Com isso, segundo ele, é possível usar a física para fazer o caminho inverso, ou seja, despertar o interesse pela matemática quando for necessário descrever por completo um determinado fenômeno físico.

“Não basta simplesmente jogar equações e dizer quais são aquelas relacionadas ao movimento. Essa é uma maneira terrível de ensinar”, diz seu colega Dave Fish. “Em vez disso, mostramos aos professores como seus alunos podem olhar para uma situação interessante. Como ele pode descrevê-la? Vão precisar de números? Como eles devem se relacionar?”, exemplifica, reforçando a ideia de preparação do terreno até a entrada da matemática.

Para chegar nesse estágio, no entanto, os representantes da instituição canadense ressaltam que primeiro é necessário apoiar o professor para que adquira confiança. “Para um professor jovem e inexperiente, é muito mais fácil ensinar por meio de fórmulas e garantir que os alunos façam a conta certa”, afirma Dick. “Com o nosso material, buscamos permitir que o professor deixe de lado essa abordagem numérica simplista”.

Múltiplas estratégias

Dentro da filosofia do Perimeter, o ensino de física vai além da aproximação com a prática. “Tudo passa pela abertura de oportunidades para que as crianças elaborem bons questionamentos e consigam criar experimentos que validem uma linha de raciocínio em relação a outra, seja de modo colaborativo ou individual”, afirma Dick, que vê a conquista de autonomia em relação aos conceitos como resultado de diferentes estratégias, como observação, debates e, por que não, cálculos na folha de papel.

A presença de tecnologia também é relativizada pelos representantes do Perimeter, que viram na experiência com professores de países africanos uma lição sobre a necessidade de trabalhar com materiais de baixo custo para que os conceitos cheguem ao maior número de crianças possível. “Quando começamos a desenvolver os recursos, aprendemos que tínhamos que tornar tudo o mais simples possível. Não queremos que as pessoas sejam diferenciadas como ricas e pobres com nossas atividades”, afirma.

Seu colega vai além e diz que uma boa pedagogia independe de equipamentos luxuosos. “Podemos ensinar conceitos básicos de mecânica quântica com papel, copos e areia, ou ainda falar da expansão do universo com a ajuda de elástico”.

Material gratuito

Atualmente, os materiais do Perimeter estão publicados em inglês e francês, mas devem ganhar em breve versão em português graças a uma parceria com as instituições brasileiras envolvidas nas oficinas. A exemplo do que aconteceu no Canadá, nos Estados Unidos e em diferentes países da Europa, também deve ser criada uma rede de educadores que ajudará a disseminar os conceitos para outros docentes e escolas pelo país.

Fonte: Porvir

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CRIATIVIDADE ENCONTRA A AULA DE FÍSICA

Não é apenas dar aula! Conheça as diferentes vertentes e possibilidades da carreira de um historiador.

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A formação

Estudar História no ensino superior significa cursar a licenciatura ou o bacharelado –parte das IES disponibiliza o curso com as duas estruturas, simultaneamente. Cada uma das modalidades tem duração média de 8 semestres ou 4 anos.

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A licenciatura prepara o graduado para trabalhar como professor, seja no ensino fundamental, médio ou superior (com as devidas e necessárias complementações no currículo).

O bacharel, por sua vez, poderá seguir como pesquisador em uma série de áreas, agindo junto à classificação, datação, arqueologia, entrevistas, resgate de memória e variadas outras linhas.

Material original e consultoria

Um historiador tem conhecimento e bagagem para produzir conteúdo didático, destinado a instituições de ensino, plataformas educacionais, editoras e outros. A consultoria é outra atuação interessante: produções culturais como filmes ou romances de época (bem como biografiaa) podem demandar a ajuda profissional de um graduado em História para acertar detalhes e maior exatidão na representação de períodos.

Pesquisa e carreira acadêmica

Os diversos ramos para pesquisa em História abrem várias possibilidades profissionais. Complementações em arquivologia, arqueologia, antropologia, História da arte e muitas outras levam o historiador a várias trajetórias de carreira. O lado acadêmico, como a docência e a pesquisa em universidades, também representa forte segmento na área.

Supervisão de acervo

O historiador também é habilitado para gerenciar acervos, coleções e documentação em instituições como museus, centros de memória e organizações dedicadas ao arquivo.

Outra possibilidade está no levantamento e tratamento da memória empresarial: revisão e disponibilização de relatos e detalhes que envolvem a fundação de uma companhia (a convite da mesma).

Fonte: Universia

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